
Inicio aqui, caros leitores, um novo trabalho: postagens denominadas "Comentários sobre arbitragem" que dirão respeito à arbitragens que mereçam algum comentário, ou por serem boas, ou por serem ruins.
Hoje, comentarei duas: Rodrigo Cintra em Corinthians x Santos e Carlos Simon em Estudiantes x Deportivo Quito.
Começando pelo Paulistão, hoje o clássico foi quente; não tanto que nem São Paulo x Corinthians, no qual houve 3 expulsões. Mas, foi um jogo bastante nervoso. O árbitro Rodrigo Martins Cintra deu no que falar. Sua atuação não foi ruim na totalidade, pois ele apresentou muita personalidade em certos acontecimentos, personalidade que faltou em outros. Assim, foi uma arbitragem que teve seus aspectos bem ruins, assim como seus aspectos muito bons.
No quesito de marcar faltas, ele teve bastante personalidade: não marcava qualquer empurrãozinho ou caidinha, prestava muita atenção em lances duros porém na bola, aplicava bastante a lei da vantagem. Nesse ponto, sua arbitragem foi perfeita. Além disso, o que mais é marcante em Cintra é sua autoridade, pois não tem medo de quase nada. Quanto a isso, o acontecimento mais interessante foi no final do jogo, quando Mano Menezes persistia em pedir o fim do jogo, fazendo o maior escândalo com o quarto árbitro. Ao ver a sinalização de 3 minutos, ele enlouqueceu. O árbitro, por motivos justos, acrescentou mais 1 minuto, levando os acréscimos totais a 4 minutos e Mano Menezes a enlouquecer mais ainda. Num lance na lateral perto do banco do Corinthians, a bola demorou a ser devolvida ao jogador corinthiano, pois o gandula estava fazendo cera. Assim, corretamente, Cintra acrescentou mais 1 minuto, totalizando 5 minutos, o que levou Mano ao delírio total, acarretando sua expulsão, fato que não o fez parar de reclamar. É impressionante como Mano é reclamão e irresponsável. Enfim, o único erro do árbitro no lance foi ter invertido o lateral pela demora da cobrança, erro que ele voltou atrás depois. Contudo, Cintra às vezes é autoritário demais, algo que sobe a sua cabeça.
Em meio a isso, ele foi responsável por vários lances confusos no jogo, como mandar Lúcio Flávio posicionar a bola que estava quase fora do arco do escanteio mais para trás, não obedecer a marcação de um impedimento pelo bandeira que quase resultou num gol, um cartão amarelo ao goleiro Fábio Costa por um desentendimento, entre outros. Ele podia ser mais objetivo e seguro.
A outra arbitragem que quero comentar é a de Carlos Eugênio Simon, no jogo Estudiantes x Deportivo Quito, pela Libertadores. Apenas uma palavra: impecável. Sinceramente, fazia um bom tempo que eu não assistia a uma arbitragem tão boa como a realizada por Simon e pelos assistentes Alessandro Rocha e Altemir Hausmann. Interpretações corretas, lei da vantagem usada ao máximo, cartões bem aplicados, lances de impedimento difíceis acertados, simplesmente perfeita arbitragem. O que mais merece destaque é o bandeira Altemir Hausmann, que sempre elogiei e que pra mim, juntamente com Milton Otaviano do Santos (que se despediu ano passado), são os melhores assistentes brasileiros em atuação. Detalhe para o lance que originou o terceiro gol do Estudiantes, no qual a bola sai da grande área e chega para o jogador argentino poco depois do meio campo. O jogador em questão estava em uma posição duvidosa, porém posição legal, mas um lance muito difícil, pois o lançamento é longo e é necessária uma visão periférica muito boa e Hausmann não decepcionou: deixou o lance seguir corretamente. Certamente, Hausmann estará na Copa de 2010. A outra vaga de assistente suponho eu que fica entre o Alessandre Rocha e o Ednilson Corona e a vaga de árbitro suponho eu que fica entre Simon e Sálvio Spínola. Quaisquer que sejam os escolhidos desses nomes mencionados, o Brasil estará muito bem representado.

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