Os escolhidos

O Campeonato Paulista vai chegando ao fim de sua primeira fase e, com isso, passarão à próxima fase os árbitros que fizeram seu papel com empenho.
Faltando apenas 2 rodadas, já se pode ter uma idéia de quem serão os escolhidos para as semifinais. A seleção dos árbitros não é tão fácil igual à seleção dos times, já que esta é feita simplesmente por posição, por números e aquela é feita por meio da análise das arbitragens desempenhadas por cada trio, algo que requer atenção e frieza.
Os nomes que posso palpitar aqui são os trios comandados por José Henrique de Carvalho, Luis Flávio de Oliveira, Cléber Wellington Abade, Paulo César Oliveira, Sálvio Spínola e Wilson Seneme. Os três primeiros carregam o escudo da própria federação e foram os não-FIFA que mais se destacaram no campeonato, mesmo porque todos os três apitaram clássicos (Rodrigo Cintra também apitou um clássico, mas acredito que ele tenha menos chances do que os três citados, mas tudo pode acontecer). Já os três últimos são todos da FIFA, e gostaria de salientar que, exceto por Sálvio Spínola, que perdeu boa parte do campeonato por estar apitando o Sulamericano Sub-20, eles se destacaram menos que os outros três, não-FIFAs, principalmente por Seneme, que, diante de todos os jogos que apitou, em nenhum teve muita personalidade e apenas cumpriu o necessário, sem sofisticação, mas acredito que, por ser FIFA, ele venha a participar das semifinais. Também gostaria de criticar a FPF, que simplesmente vem deixando o árbitro Paulo César de Oliveira, um dos melhores do Brasil e o mais experiente da FPF, muito esquecido; ora, pelo amor de deus, isso é algo de se fazer, ainda mais uma federação do porte da Paulista? A Conmebol não pensa assim e vem utlizando muito PCO que, juntamente com Simon, tem feito um ótimo papel na Libertadores. Acorda, hein FPF! E, ah, quase me esquecendo, outros nomes que podem aparecer são Rodrigo Braghetto e Flávio Rodrigues Guerra.
Enfim, vamos esperar mais essas duas rodadas e ver o que acontece, mas acredito mesmo que, por todo esse tempo de campeonato, os favoritos para as semifinais sejam os árbitros citados acima mesmo. Tomara que a federação pense o mesmo e não venha inventar em colocar árbitros menos preparados, pois, apesar de ser uma das federações que mais investe neles, o campeonato teve suas polêmicas e mudanças de resultados, encaminhadas por trios sem critério e sem firmeza. A comissão que se cuide se não quiser ouvir técnicos como Luxemburgo e Mano Menezes falarem mais do que já falam.

Comentários sobre arbitragens


Inicio aqui, caros leitores, um novo trabalho: postagens denominadas "Comentários sobre arbitragem" que dirão respeito à arbitragens que mereçam algum comentário, ou por serem boas, ou por serem ruins.
Hoje, comentarei duas: Rodrigo Cintra em Corinthians x Santos e Carlos Simon em Estudiantes x Deportivo Quito.
Começando pelo Paulistão, hoje o clássico foi quente; não tanto que nem São Paulo x Corinthians, no qual houve 3 expulsões. Mas, foi um jogo bastante nervoso. O árbitro Rodrigo Martins Cintra deu no que falar. Sua atuação não foi ruim na totalidade, pois ele apresentou muita personalidade em certos acontecimentos, personalidade que faltou em outros. Assim, foi uma arbitragem que teve seus aspectos bem ruins, assim como seus aspectos muito bons.
No quesito de marcar faltas, ele teve bastante personalidade: não marcava qualquer empurrãozinho ou caidinha, prestava muita atenção em lances duros porém na bola, aplicava bastante a lei da vantagem. Nesse ponto, sua arbitragem foi perfeita. Além disso, o que mais é marcante em Cintra é sua autoridade, pois não tem medo de quase nada. Quanto a isso, o acontecimento mais interessante foi no final do jogo, quando Mano Menezes persistia em pedir o fim do jogo, fazendo o maior escândalo com o quarto árbitro. Ao ver a sinalização de 3 minutos, ele enlouqueceu. O árbitro, por motivos justos, acrescentou mais 1 minuto, levando os acréscimos totais a 4 minutos e Mano Menezes a enlouquecer mais ainda. Num lance na lateral perto do banco do Corinthians, a bola demorou a ser devolvida ao jogador corinthiano, pois o gandula estava fazendo cera. Assim, corretamente, Cintra acrescentou mais 1 minuto, totalizando 5 minutos, o que levou Mano ao delírio total, acarretando sua expulsão, fato que não o fez parar de reclamar. É impressionante como Mano é reclamão e irresponsável. Enfim, o único erro do árbitro no lance foi ter invertido o lateral pela demora da cobrança, erro que ele voltou atrás depois. Contudo, Cintra às vezes é autoritário demais, algo que sobe a sua cabeça.
Em meio a isso, ele foi responsável por vários lances confusos no jogo, como mandar Lúcio Flávio posicionar a bola que estava quase fora do arco do escanteio mais para trás, não obedecer a marcação de um impedimento pelo bandeira que quase resultou num gol, um cartão amarelo ao goleiro Fábio Costa por um desentendimento, entre outros. Ele podia ser mais objetivo e seguro.
A outra arbitragem que quero comentar é a de Carlos Eugênio Simon, no jogo Estudiantes x Deportivo Quito, pela Libertadores. Apenas uma palavra: impecável. Sinceramente, fazia um bom tempo que eu não assistia a uma arbitragem tão boa como a realizada por Simon e pelos assistentes Alessandro Rocha e Altemir Hausmann. Interpretações corretas, lei da vantagem usada ao máximo, cartões bem aplicados, lances de impedimento difíceis acertados, simplesmente perfeita arbitragem. O que mais merece destaque é o bandeira Altemir Hausmann, que sempre elogiei e que pra mim, juntamente com Milton Otaviano do Santos (que se despediu ano passado), são os melhores assistentes brasileiros em atuação. Detalhe para o lance que originou o terceiro gol do Estudiantes, no qual a bola sai da grande área e chega para o jogador argentino poco depois do meio campo. O jogador em questão estava em uma posição duvidosa, porém posição legal, mas um lance muito difícil, pois o lançamento é longo e é necessária uma visão periférica muito boa e Hausmann não decepcionou: deixou o lance seguir corretamente. Certamente, Hausmann estará na Copa de 2010. A outra vaga de assistente suponho eu que fica entre o Alessandre Rocha e o Ednilson Corona e a vaga de árbitro suponho eu que fica entre Simon e Sálvio Spínola. Quaisquer que sejam os escolhidos desses nomes mencionados, o Brasil estará muito bem representado.

Nem Carrefour, nem Zidane

Toda a espectativa criada nos últimos dias foi embora hoje. A camisa corinthiana finalmente terá um patrocinador fixo. A Batavo, empresa de laticínos, fechou com o clube alvinegro até o fim desta temporada por 18 milhões de reais, informação confirmada apenas por integrantes da diretoria corinthiana. A empresa, que estampará nas costas e na frente da camisa, não se pronunciou a respeito de valores. Caso o valor seja confirmado, será o maior patrocínio do país, mas, pelo ponto de vista de planejamento, uma catástrofe, pois o presidente Andres Sanches enchia a boca para falar que fecharia patrocínio em cima de valores como 25 mi de reais.

O Corinthians se viu com salários atrasados e cedeu à pressão e fechou com a Batavo. O que mais forçou o Corinthians a fazer isso foi a não vontade de Ronaldo atuar contra o Santo André, já que não havia recebido o combinado do clube.
O Carrefour viria com 25 mi de reais e traria ainda o craque Zidane, notícia que caiu de paraquedas nos jornais, que surgiu para tranquilizar o craque pentacampeão mundial que já manifestava interesse em sair do clube.
Amigos porém negócios a parte: Ronaldo, tão amigo de Andres, não quis nem esperar e já começou a ameaçar.

Será?


O jogador campeão mundial que o Corinthians está interessado já se aposentou: trata-se de Zinedine Zidane. O craque francês estaria disposto, depois de quase um ano e meio, a voltar a atuar como profissional e o clube seria o Corinthians. Uma velha dupla seria reeditada, pois Ronaldo e Zizu jogaram juntos no Real Madrid. Creio que essa conversa é para boi durmir, mas há grande movimento nos bastidores alvinegros depois desta notícia.
Será que o carrasco do Brasil em 1998 voltará, e no Corinthians?

Bomba!!!


Tudo indica que o novo patrocinador do Corinthians será a Rede de Supermercados francesa Carrefour. A multinacional estaria disposta a fechar contrato por dois anos. Para estampar sua marca na frente da camisa alvinegra, a rede estaria disposta a desembolsar anualmente 25 milhões de reais. E, segundo bocas alvinegras, junto com a rede viria um jogador campeão mundial. Fiquem ligados no MNY, que em breve teremos novas informações.

Mas desde quando a regra tem que ser sensível?

No disputadíssimo clássico entre Palmeiras e Corinthians, realizado no último domingo em Presidente Prudente, Cléber Wellington Abade, árbitro do jogo, foi severamente criticado, tanto por técnicos quanto por comentaristas. Contudo, nem todas essas críticas possuem razão.
Deve-se admitir que Abade não obteve uma de suas melhores arbitragens. O jogo foi bastante pegado, e ele não agiu com firmeza suficiente em algumas situações, principalmente no que diz respeito a atitudes de jogadores e técnicos. Excluindo essa falta de firmeza e ainda algumas interpretações erradas de faltas e cartões, o árbitro cumpriu seu dever.
Mano Menezes reclamou, Luxemburgo reclamou; aqui, nada de novidade. Suas críticas tinham fundamento na questão que citei acima, em que Abade se deu mal. Aliás, o próprio árbitro deixou os técnicos falarem muito e seus atos de resposta às reclamações deles resumiam-se em apenas alguns acenos de "menos". Caberia muito bem uma expulsão de uns dos técnicos.
Porém, a crítica que mais me impressionou e me espantou foi a do comentarista de arbitragem da Globo Arnaldo Cézar Coelho. A primeira foi a respeito de uma suposta falta sobre Ronaldo na entrada da grande área, que não ocorreu. Se observarmos direito o lance, vamos que o jogador coloca o pé na frente do pé de Ronaldo para tirar a bola desse, que acaba chutando a perna do jogador palmeirense e caindo no chão. Nada a marcar. Mas, essa até que dá pra perdoar.
A argumentação espantosa de Arnaldo foi em relação aos cartões amarelos que Abade aplicou em jogadores do Corinthians (Ronaldo, Dentinho e Felipe). Após o gol, Ronaldo se dirigiu ao alambrado que separa as arquibancadas do campo e agarrou-se nele, sacudindo-no, juntamente com outros jogadores alvinegros, como Dentinho. Tal atitude, além de ter esquentado a torcida alvinegra de um modo difícil de ser controlado pela polícia e feito tal torcida também subir no alambrado, não apenas danificou a estrutura de proteção, como também rebentou os apoios do alambrado, fazendo toda a estrutura ao redor cair. Enfim, a torcida do Corinthians já é difícil, e vem um jogador e provoca essa atitude? E se os torcedores resolvem invadir o campo, de tão "excitados" que estavam? Bom, Arnaldo criticou a atitude do árbitro de dar cartão amarelo a esses jogadores que provocaram "apenas" a destruição do alambrado, alegando que o gol do Ronaldo é um acontecimento global e chamou o árbitro de insensível. Ora, então quer dizer que se o Pelé voltar a jogar e der um soco em um adversário ele não pode ser expulso por que sua volta é um acontecimento global? Francamente, não existe isso na regra. A regra se aplica a todas as situações e o árbitro tem que colocá-la em prática assim como ela está escrita.
Erros podem ser aceitados quando há uma boa justificação para eles; contudo, existem algumas situações corretas que são consideradas como erro, por conta de fatores como fama, ibope e dinheiro. A fama e a importância de algum acontecimento não modificam a regra, Sr. Arnaldo Cézar Coelho. Tal como o Sr. diz, a regra é clara, e ela existe para ser obedecida. Aplica-se um cartão amarelo para jogadores que sobem no alambrado e comemoram de maneira exagerada e acabam quebrando a estrutura? Sim. Então acabou. Não importa se seja Ronaldo, Pelé, Washington ou Edmilson. Atitudes exageradas e anti-desportivas devem ser punidas e parabéns a Abade por ter cumprido a regra como ela é, pelo menos nessa decisão. Regra sensível? Aqui na Terra não.

Por onde anda a experiência?



Ultimamente, dois árbitros que eram da FIFA até o ano passado participaram de polêmicas em jogos pelos estaduais e, para variar, um deles é do RJ. Como mostra o vídeo acima, Djalma Beltrami, conhecido pela atuação na famosa "Batalha dos Aflitos", obteve uma péssima atuação no jogo Bangu x Flamengo, pelo Cariocão, deixando, mais uma vez, os responsáveis pela arbitragem do Rio preocupados. O outro árbitro, o mineiro Alício Pena Júnior, apitou o clássico Cruzeiro x Atlético-MG e recheou o jogo de decisões duvidosas, polêmica que eu estava devendo a vocês, caros leitores, segundo o post "Clássicos quentes".
Começando por Beltrami. Eu, particularmente, sempre achei agradável a arbitragem de Djalma, mesmo que nunca tenha sido um exemplo a ser destacado. Contudo, depois da partida Bangu x Flamengo, simplesmente qualquer um fica assustado em lembrar que esse cidadão fazia parte da FIFA. A atitude mais medonha é a de deixar um dos jogadores do Bangu, que estava machucado e necessitava de atendimento médico, abandonado no lugar que estava caído, deixando até mesmo os jogadores do Flamengo nervosos. Deixar um jogador machucado sem atendimento médico? Qual seria a razão de Beltrami para tamanha monstruosidade? Se ele achava que o jogador estava fingindo, por que então não lhe aplicou um cartão amarelo? Enfim, as dúvidas são muitas, e não se consegue imaginar o que se passava na cabeça de Beltrami, que ainda teve coragem de ficar irritado e bater boca com todos que foram contra sua atitude de largar o jogador machucado no campo. Sem contar os vários outros lances problemáticos, principalmente a invasão da área em massa na cobrança do pênalti sofrido por Juan e perdido por Obina. Quanto aos assistentes, justiça seja feita: as jogadas de impedimento eram dificílimas e as distâncias não passavam de centímetros. Mas, ao senhor Djalma Beltrami, não há discussão: terrível arbitragem.




Já no Campeonato Mineiro, o ex-FIFA que se deu mal foi Alício Pena Júnior. Não houve nada assustador igual ao caso do jogador machucado com Beltrami, mas os erros de Alício acabaram por refletir no final da partida. Pênaltis mal marcados, jogadores não expulsos, invasão na cobrança do pênalti...Enfim, uma arbitragem confusa que acabou por interferir tragicamente no jogo e elevar a raiva dos torcedores, técnicos e responsáveis dos times. O que não é nenhuma novidade é o fato de Leão ter reclamado e ainda estar errado. Agora, o que se destacou foi a fúria do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, que soltou os cachorros em cima do árbitro, da Federação Mineira, de uma suposta quadrilha e da comissão de arbitragem. Ele realmente tem razões para ficar enraivecido, mas suas declarações passaram do limite, cheias de xingamentos e acusações. Perder a cabeça não vai adiantar nada, já que, feito isso, ele arruma mais problemas ainda para sua cabeça, principalmente problemas na justiça. Afinal, é incrível o que uma má arbitragem pode provocar.
Não se espera que árbitros que, ao terem saído da FIFA, comecem a ter seu desempenho prejudicado. Afinal, trocar o brasão que eles irão usar não afetará em nada seu trabalho, já que eles acumularam anos e anos de experiência e agora a única diferença é o que está escrito em seus brasões, pois o árbitro e seus conhecimentos continuam os mesmos. Mas, quando deslizes acontecem, temos que ter paciência e esperar para que eles se recuperem, para continuarem realizando trabalhos dignos de suas carreiras.

Prudente recebe clássico dos clássicos

A partida entre Palmeiras e Corinthias não será realizada onde estamos acostumados a vê-la, no Morumbi. Pelo contrário de 98% dos outros clássicos, a partida será realizada fora da capital, no interior. A postura tomada por ambas as diretorias de se unirem e fazer um grande evento irá com certeza refletir em paz no campo e nas torcidas uniformizadas.
O jogo será não só uma partida importante, mas será um evento, onde teremos bolas especiais, uniformes novos de árbitro e também uma bola feita especialmente para essa partida. Na bola e nos uniformes das duas equipes, uma logo criada pela equipe de marketing do Palmeiras será estampada nas mangas. Um troféu, também criado, será disputado nessa partida e em todas as outras entre esse dois clubes, nomeado de Osvaldo Brandão, técnico que conseguiu glórias em ambas as equipes. Esse prêmio será transitório: quem vencer a partida leva-o,
lembrando que em caso de empate, o troféu fica com o mandante da partida, que, no jogo de amanhã, é o Palmeiras.
Além de toda essa festa, os técnicos fazem suspense em relação aos times que entrarão em campo. Pelo lado alviverde, a dúvida é se quem joga é o volante Jumar ou o veloz meia atacante Willams. Pelo lado alvinegro, o suspense gira em torno de Ronaldo, embora acredito que, caso ele entre no time titular, será uma substituição certa, pois em Prudente a temperatura para o jogo é prevista para 38°C, um clima muito quente para um jogador sem ritmo de jogo.
Sabemos que sempre na história desse clássico dos clássicos a partida foi resolvida por um detalhe, e claro que nesse jogo não será diferente. O mais importante foi a união entres os clubes em busca de paz e agora esperamos que seja um ótimo jogo e que vença o melhor, não quem o juiz quiser, não é Sr. Cleber Wellington Abade?

Na foto, Belluzzo, presidente do Palmeias, e Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians, seguram o troféu Osvaldo Brandão. Andres Sanches? Ninguém sabe, ninguém viu.