Assim como o elenco de jogadores dos times, o "elenco" de árbitros brasileiros que possuem o escudo da FIFA também sofreu suas mudanças. Uns se foram, outros chegaram. O principal destaque é a volta do paulista Wilson Luiz Seneme (foto), que foi admitido pela FIFA pela primera vez em 2006. Porém, em 2007, o árbitro foi barrado nos difíceis testes físicos da entidade, resultando em sua saída do quadro. Agora, ele retorna, só basta saber se é para ficar.
Mais dois árbitros foram acrescentados ao quadro: o gaúcho (mais um!) Leandro Pedro Vuaden, terceiro melhor árbitro do Campeonato Brasileiro de 2008, e o jovem mineiro Ricardo Marques Ribeiro. Este último chega na lista como o mais jovem árbitro brasileiro com o escudo da entidade máxima do futebol, algo que pode ser bom ou ruim para o próprio. De fato, ele é uma revelação, assim como Vuaden, que fez um ótimo Brasileirão em 2008.
Já os que saíram foram o carioca Djalma Beltrami, que durou pouco na FIFA (foi admitido em 2006), o mineiro Alício Pena Júnior e o carioca, que estava apitando pela Federação Catarinense, Wagner Tardelli de Azevedo. Tais trocas foram quase aceitáveis, exceto por uma coisa: por que tirar Djalma Beltrami, sendo que outro carioca presente no quadro, Marcelo de Lima Henrique, desempenhou um péssimo papel no ano passado? Fato que se comprova principalmente pela final do Campeonato Carioca, em que o árbitro estreiava o brasão da FIFA e, ao mesmo tempo, manchava-o. Beltrami não fez um ano espetacular, mas pelo menos foi melhor que seu parceiro.
Pelo lado dos assistentes, o digníssimo potiguar Milton Otaviano dos Santos, um dos melhores bandeiras brasileiros até então, teve que se despedir devido a idade. Tomara que seus substitutos saibam corresponder à altura desse ótimo profissional, que se foi junto com o mineiro Marco Antônio Gomes. Os estreiantes foram o catarinense Carlos Berkenbrock e o mineiro Márcio Eustáquio Santiago, ambos merecedores do brasão, pois vinham desempenhando um ótimo papel na arbitragem do nosso país.
Enfim, ótimos árbitros e assistentes foram acrescentados à lista da FIFA de 2009, mudanças bem melhores das feitas em 2008. Em teoria, temos muito a ganhar com esses novos profissionais no quadro. Falta ver-mos se na prática será o mesmo.

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