Seguindo a mesma trajetória dos homens, o quadro de árbitras brasileiras integrantes da FIFA também mudou em 2009, especialmente porque o País do Futebol voltou a ter não apenas assistentes internacionais, mas também árbitras, já que em 2008, com a saída da paulista Sílvia Regina de Oliveira devido à idade, o Brasil passou o ano sem mulheres internacionais no apito, apenas na bandeira.
As "reinauguradoras" da arbitragem internacional feminina brasileira no apito são a pernambucana Ana Karina Marques, a cearense Eveliny Pereira da Silva e a carioca Simone Xavier (foto), esta última atuante de um fato inédito no Campeonato Carioca de 2008: ela participou da primeira partida do Estadual que foi arbitrada por 4 mulheres, sendo ela no apito, mais duas mulheres como assistentes e uma outra como quarta árbitra. Esperamos que ela, assim como as outras, continuem quebrando as barreiras dessa difícil profissão para as mulheres e, assim, orgulhar a sua nação com seu desempenho.
Já na parte de assistentes, a única nova integrante foi a rondoniense Márcia Bezerra Lopes, mas o Brasil ainda mantém mais 3 assistentes para 2009: a paulista Maria Eliza Barbosa, a capixaba Katiúscia Mayer Mendonça (ambas admitidas em 2008) e a digníssima catarinense Cleidy Mary Ribeiro, a melhor bandeirinha brasileira em atuação, além de ostentar o escudo da entidade desde 1996, sendo a mais antiga e experiente no quadro.
A arbitragem brasileira ganhou muito em 2009, tanto pelo lado masculino quanto pelo feminino. No caso dos homens, a preocupação é menor, pois o futebol masculino, assim como sua arbitragem, sempre estão em primeiras condições. Já no caso das mulheres, esperamos que algo mude, pois o Brasil, diferentemente de países como Alemanha, Suécia e Estados Unidos, ainda exclui o futebol e a arbitragem femininos, representando uma vergonha para o país símbolo do futebol. Se o ano de 2009 será o ano dessas mudanças? Claro que não. Esse tipo de transformação leva tempo. Contudo, se as autoridades responsáveis não tomarem medidas em geral, principalmente de incentivos, que são itens possíveis para esse ano, as jogadoras de futebol e as árbitras continuarão como segundo plano, ou até mesmo terceiro.

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